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edição de 11 de setembro de 2017

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eyOnd the line

eyOnd the line Wwing/iStock O novo ou o bom? Não se substitui facilmente uma boa ideia com o uso da cada vez mais presente matemática Alexis Thuller PAgliArini Na semana passada, tive a satisfação de moderar um painel no bom evento Expo Fórum de Marketing Digital, da Digitalks. O prazer foi ainda maior em poder contar, no painel, com a participação de duas feras do nosso mercado: Sergio Gordilho, copresidente da Africa e jurado do Cannes Lions 2017 (categoria Cyber), e Gabriel Araújo, diretor da Little George e também jurado do Cannes Lions (categoria PR). O máximo que fiz foi uma breve apresentação sobre o festival e, depois, foi só levantar a bola para esses feras cortarem. Na plateia, gente de agências, clientes e fornecedores, a maioria do universo digital. No papo que tivemos antes (Gordilho, Gabriel e eu), havia a preocupação de abordar temas que fossem relevantes para aquele tipo de público. Sabemos que os players do universo “puro” digital tendem a ver a propaganda como algo ultrapassado. E eu não canso de reforçar que a propaganda é “a” forma de se comunicar, estabelecer diálogos entre empresas e públicos de interesse, provocar engajamento e vender. Propaganda vem de Propagare, cujo significado – do latim – é propagar, cultivar, plantar e colher. Não consigo ver definição mais apropriada, desde sempre, principalmente para os dias de hoje. Essa resistência equivocada vem de alguns moderninhos que acreditam na panaceia digital, que cura todos os males, e rechaçam tudo aquilo que não pertence a esse universo. Gostei muito do posicionamento equilibrado do Gordilho a respeito dessa busca incessante pelo novo. “Vocês querem o novo ou o bom?”, provocou ele. Essa neura de buscar sempre o que há de mais novo, às vezes, inibe a identificação de boas soluções, que sempre estiveram na caixa de ferramentas dos bons criativos. É claro que os publicitários têm obrigação de estar antenados a todo o manancial disponível para o desenvolvimento de soluções para seus clientes, mas isso não quer dizer que devemos abandonar as fórmulas consagradas. Inteligência artificial, realidade virtual, realidade aumentada e todos os recursos inovadores que surgem ao longo do tempo são muito atraentes, mas não necessariamente substituem uma boa ideia no campo do convencional. É uma delícia ver uma boa história ser contada num bom comercial, sem necessariamente lançar mão de recursos mirabolantes. Lembro-me do personagem Justino, que foi criado para vender bilhetes da Loteria de Natal da Espanha, ou dos comerciais da John Lewis, carregados de emoção para sair do lugar-comum do varejo, ambos ganhadores de Grand Prix no Cannes Lions do ano passado. Mesma fórmula usada pela rede francesa de supermercados Monoprix, contando uma história de amor, construída com recortes de embalagens de seus produtos. Ganhou um Leão de Ouro da categoria Entertainment. A velha e boa emoção, o humor e até o preço escancarado de um produto em promoção serão sempre recursos poderosos para atrair a atenção e conquistar corações e mentes de consumidores. Não se substitui facilmente uma boa ideia com o uso da cada vez mais presente matemática (matemarketing) ou do cruzamento de dados de consumidores. Não digo que não encontraremos boas ferramentas no universo inovador das novas tecnologias. Que o diga Burger King, com seu divertido case de uso, na base da malandragem, da inteligência artificial presente no Google Home. Com uso da Wikipedia, a rede de lanchonetes consegui que a Google Assistant descrevesse a composição do seu sanduíche mais famoso, o Whopper. Bastava dizer “OK Google, o que tem num Whopper?”, para obter uma descrição detalhada do burger. Case que ganhou Grand Prix no Cannes Lions deste ano, além de gerar muita polêmica com o uso esperto do poderoso sistema de inteligência artificial do Google. Resumo da ópera: não se preocupe em usar desesperadamente a ferramenta mais nova do pedaço. Preocupe-se com a boa ideia. Alexis Thuller Pagliarini é superintendente da Fenapro (Federação Nacional de Agências de Propaganda) alexis@fenapro.org.br 28 11 de setembro de 2017 - jornal propmark

ARENA DO EsPORTE Danúbia Paraizo danubia@propmark.com.br Fotos: Divulgação BRINCADEIRA DE GENTE GRANDE Com número crescente de adeptos em todo o mundo, o mercado de e-Sports no Brasil não deixa nada a desejar. A audiência do campeonato Alienware Rainbow Six Tournament, no último dia 2, comprova essa força: foram sete milhões de espectadores online para acompanhar a disputa acirrada entre Team Fontt e BRK. A competição teve patrocínio da Dell e Intel, em parceria com a Ubisoft, marca criadora da franquia Rainbow Six, e do site IGN, especializado em games e cultura pop. A etapa final foi realizada na Arena Webedia, com vitória do Team Fontt (foto acima). Segundo Aydin Sarmadi, diretor do IGN, a plataforma já transmitiu mais de 250 mil jogos online, comprovando o interesse do público pelo segmento. NA vEIA A Copa do Nordeste 2018 deu seu pontapé inicial no último dia 6, com o sorteio de grupos, em São Luís (MA), e trouxe novidades para o torcedor. O torneio apresentou o conceito Sangue Tipo N.E, criado pela agência Crane, que buscou inspiração na terra, orgulho, força, história, energia e união do povo nordestino para compor a nova linha criativa. A competição será transmitida pelo canal Esporte Interativo, que detém seus direitos de exibição, e, desta vez, busca extrapolar o conceito do esporte, lembrando que o torneio é muito mais que futebol. A ideia é que o novo conceito contribua com a modernização visual da competição, mas também respeite a tradição nordestina. Endorfina criativa O esporte entrou na minha vida muito cedo. Meu pai era jogador de basquete e fanático por esporte. Ele me botou para praticar de tudo, mas acabei me apaixonando pelo skate e snowboard. Essas duas pranchas têm um poder quase meditativo para mim: elas me fazem desligar do resto e focar só naquele momento. Graças ao smartphone, vivemos numa era de hiperconexão. E agora, mais do que nunca, é quase vital encontrar a sua maneira de desconectar”. Eduardo Battiston, vice-presidente de criação digital da DM9DDB. Cassio Lopes Filho, Hercules Pereira e Marcelo Bernardes, sócios da Purple Cow É TOP A Purple Cow estreia como responsável pela publicidade das marcas Rainha e Topper, do grupo BR Sports, com campanha já engatilhada. A agência criou um novo conceito, 100% baseado em um insight da internet: Se é bom é top, se é muito bom é Topper. Os desdobramentos da criação ocorrem em breve no offline e na internet. A agência cuidará também da comunicação da marca de tênis de corrida Saucony, representada pela BR Sports no Brasil. jornal propmark - 11 de setembro de 2017 29

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