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edição de 11 de janeiro de 2016

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agências neogama

agências neogama deixa de usar marca BBH na sua identidade Sergio Zacchi/Divulgação Comandada por Alexandre Gama, ela fará parte do Publicis Communications no Brasil Paulo Macedo Além deixar a posição de WCCO (Wordwide Chief Creative Officer) da rede de agências BBH, a Neogama não terá mais a grife BBH na sua identidade corporativa. O CEO do Publicis Groupe, Maurice Levy, anunciou a alteração na declaração elogiosa que fez sobre Alexandre Gama no comunicado que anunciou a sua saída da posição que ocupava desde 2012 nos sete escritórios da agência inglesa fundada por John Hegarty, a quem substituiu nesta função, com Nigel Bogle e John Bartle. A relação da Neogama com a BHH volta a ser como antes da venda de 40% da agência brasileira para a marca inglesa: um simples acordo operacional que hoje inclui as contas da Irwin Ferramentas e da Perfetti Van Melle. Gama, que concentra as suas energias na operação da Neogama desde o fim do ano passado, passou a integrar o porfólio da Publicis Communications. Após reuniões com o CEO do grupo francês, Maurice Levy, ele conseguiu tirar a Neogama da estrutura da BBH. A medida garante mais possibilidades de negócios com outras redes e agências do grupo através de modelos compartilhados de negócios e também pleitear alinhamentos de marcas que podem estar em situação de conflito, por exemplo. Na realidade, a BBH não tinha mais uma contribuição efetiva nos negócios da Neogama, cujas ações são 100% do Publicis. A agência inglesa perdeu, nos últimos dois anos, as contas globais 50 11 de janeiro de 2016 - jornal propmark da Diageo, que controla Johnny Walker, e a linha de sabão em pó e materiais de limpeza OMO. A BBH também perdeu a Axe, que não era alinhada à Neogama. O impacto dos alinhamentos não chegava a 5% das receitas da Neogama, quando o ideal é pelo menos 40%, segundo fonte consultada pelo PROPMARK, que também afirma que, com esse índice, é como se a agência não tivesse um partner. E um contrato com esse perfil, ainda segundo a fonte, limita as operações. Gama informa ter recebido uma proposta para ser chairman global da BBH, convite que foi feito pessoalmente por Bogle, mas abriu mão. “Era uma distinção legal, mas não tenho essa vaidade de um cargo pomposo. Essa função exigiria ainda mais o meu envolvimento, principalmente nas atividades de coordenação dos escritórios nos distintos mercados. Como WCCO, fazia pelo menos 15 viagens internacionais por ano para visitar as unidades e participar de grupos de criação. E minha função era meramente de coordenação. Gosto de ser empreendedor criativo e como CEO da Neogama consigo unir todas as minhas habilidades. Eu permaneço no Publicis Groupe, agora concentrado nas operações da Neogama e, também, dedicado aos meus negócios em outras áreas, como a BAC (www. bac-mono.com), empresa britânica de automóvel, em que sou acionista e investidor, e no Violab (www.violab.com.br), plataforma de música recentemente lançada”. Não é só Gama que está deixando posições estratégicas da Da esquerda para à direita, Simon Sherwood; Nigel Bogle e John Hegarty, fundadores da BBH; e Alexandre Gama, que abriu mão do posto de WCCO da rede BBH. David Pearce, CFO global, e Johnny Tan, CCO do escritório chinês, também deixaram o grupo no fim de 2015. A tendência é que outras lideranças acompanhem esse movimento. “Essa fase de transição e seus mecanismos contratuais de earn out terminaram no fim de novembro e não há mais a necessidade de que eu siga coordenando os diretores de criação dos sete escritórios da BBH es- “Eu pErmanEço no publicis GroupE, aGora concEntrado nas opEraçõEs da nEoGama no brasil E, também, dEdicado aos mEus nEGócios Em outras árEas, como a bac E no Violab”

palhados pelo mundo”, afirmou Gama, que agora vai concentrar atenção e esforços na operação da Neogama, onde é CEO e diretor-geral de criação. A Neogama perdeu, recentemente, uma das suas principais contas, a da operadora TIM. “Pleiteei ficar no Brasil, mas com condições motivacionais consistentes. Agora eu tenho muitas possibilidades de expansão e de prospecção”, ressaltou. Gama pretende aproveitar a onda de mudanças que estão sendo implementadas no Publicis Groupe, que está sendo organizado em quatro áreas desde o fim do ano passado: Publicis Commucinations, liderado pelo CEO Arthur Sadoun; Publicis Media, comandado pelo CEO Steve King; Publicis Sapient, liderado pelo CEO Alan Herrick; e Publicis Heealthcare, liderado pelo CEO Nick Colluci. “A Neogama há fazia parte do Bcom3 quando adquirimos o grupo, em 2003. Desde essa época, fico sempre impressionado com o talento sui generis do Ale, de ser ao mesmo tempo um grande criativo e um empreendedor. A Neogama fará parte da Publicis Communications no Brasil e estou convencido de que a sua contribuição para o nosso crescimento e nossa reputação nessa nova fase será fantástica”, escreveu Levy. “O Ale assumiu a liderança criativa da BBH depois de mim. Quero agradecer-lhe por sua inspiração, sua orientação e pelo compromisso com a nossa visão criativa. Ele não é apenas um grande amigo, mas um colega que respeito muitíssimo. Aliás, meu respeito pelo Ale durante seus três anos como WCCO só cresceu. Tivemos muita sorte de tê-lo”, finalizou Hegarty. jornal propmark - 11 de janeiro de 2016 51

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