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edição de 11 de janeiro de 2016

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opinião Ano novo,

opinião Ano novo, tênis novo Progressman/Shutterstock Flavio Conti Não há quem venha a NY e não pense em comprar um par de tênis, ora por prazer, ora para renovar os seus mais velhos que ficaram no Brasil. Talvez até para adquirir um par mais moderno, com tecnologia de ponta, de alta performance e com um novo design. Afinal, os EUA são o país do tênis, e nada mais natural do que procurar novidades de um artigo tão importante e necessário nos dias de hoje. O tênis é seu amigo e companheiro nos momentos mais relaxantes e de total prazer. Ele te acompanha na ginástica, na caminhada, nas horas de descanso e sempre nos momentos que você mais curte. Muitas vezes até no trabalho, como é o caso do publicitário. Lembro-me de meu amigo Petit quando entrava no elevador da DPZ e encontrava uma jovem com seu tênis e em seguida me ligava. “Querido Flavio Conti, encontrei agora no elevador uma menina que veio trabalhar de tênis, não acho muito legal, mas tudo bem, fala pra ela escolher um melhorzinho porque o que está usando é de péssimo gosto”. E ele sempre tinha razão. Saudades do Petit! Sem dúvida, o tênis é o bom amigo de todos e principalmente para os bons momentos da vida. Mas de onde surgiu esse bom amigo? Podemos resumir que ele foi inventado lá pelos anos 1840 por um fabricante de pneus, Charles Goodyear, que desenvolveu um processo de vulcanização da borracha que a tornava mais flexível, surgindo então os calçados vulcanizados, base para a fabricação do tênis (fonte Google). Mas, de volta aos nossos dias e especialmente ao meu desejo de comprar um novo par de tênis, curioso como sabemos o que queremos, e quando chegamos à loja nos deparamos com uma quantidade tão grande de modelos que acabamos nos confundindo. Nessa ocasião, pode acontecer de levarmos algo que, antes mesmo de usar, ficamos com sérias dúvidas até para testar o modelo em pleno desempenho para o qual foi concebido. Aconteceu exatamente isso comigo. Calcei meu novo tênis e fui ao Central Park andar, para testar a nova compra. A sensação foi a mais agradável possível e a certeza de “O tênis é seu amigO e cOmpanheirO nOs mOmentOs mais relaxantes e de tOtal prazer” ter realizado uma boa escolha. Pois bem, ao caminhar na pista destinada aos “atletas praticantes” pude observar a enorme variedade de tênis que as pessoas usavam em comparação com o que eu acabara de comprar. E cada qual com um tipo diferente, claro, de acordo com seu gosto e estilo de vida. O tênis de pouco uso, próprio do atleta de fins de semana; aquele modelito mais incrementado, da jovem menina cheia de graça; o tênis malhado, sujo, de quem o usa diariamente sem o menor cuidado; ou o tênis do relaxado, daquele que faz o tipo de quem não está nem um pouco preocupado com o acessório; o coroa que sempre prefere o tradicional, sem cores marcantes, neutras e discretas, para chamar menos a atenção. Agora surge o passeador, que usa um tênis mais para um sapatênis do que um modelo convencional. De repente passa o jovem fanático por corrida, que usa um supertênis à prova de atritos e desgastes para não prejudicar a alta performance que ele busca atingir. E o cara “colorido”, que usa um tênis mais colorido ainda. E por aí segue um desfile de vários modelos para cada tipo de pessoa. De fato, cada um escolhe um tênis determinado, conforme seus desejos, personalidade e aspirações. Já os grandes fabricantes investem pesado em pesquisas para lançar no mercado uma grande variedade para atender à preferência de cada consumidor. Além, é claro, da importância da propaganda na construção de cada marca e sua imagem junto ao mesmo consumidor. Mas como é fantástico ver, por mais que as pessoas se diferenciam uma das outras, “algo” que se torna comum a todas elas por uma razão muito simples: o que é bom, o que realmente atende à necessidade exigida, não tem sexo, idade, classe socioeconômica e acaba virando um objeto comum a todos. Alguns exemplos como o jeans, a t-shirt, Coca-Cola, hambúrguer, hot dog, computador e agora os aparelhos móveis. São fenômenos mundiais que tornam os seres humanos comuns entre si, independentemente de raça, costumes e religiões. E o tênis é, sem dúvida, mais do que um fenômeno mundial. É uma consagração. Parafraseando um dito secular, eu diria “olho para o tênis com que andas e posso te dizer quem és”. Flavio Conti é sócio e diretor da Foco - Assessoria de Comunicação flavioconti@uol.com.br 48 11 de janeiro de 2016 - jornal propmark

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