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edição de 11 de janeiro de 2016

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Mídia Charlie Hebdo

Mídia Charlie Hebdo traz mais uma capa polêmica para lembrar atentado O semanário francês circula com a imagem de um deus barbudo carregando uma arma Vinícius noVaes Divulgação Para relembrar o atentado sofrido no dia 7 de janeiro do ano passado, o semanário Charlie Hebdo publicou, na semana passada, uma edição especial que trouxe na capa a imagem de um deus barbudo com roupa ensanguentada e carregando uma arma Kalashnikov. Na manchete, a mensagem “um ano depois, o assassino continua à solta”. Essa edição, em especial, teve tiragem de quase um milhão de exemplares, além de distribuição para diversos países. Um caderno especial trouxe charges das 12 vítimas do atentado, entre eles os cartunistas Charb, Honoré, Cabu, Wolinski e Tignous, bem como mensagens de apoio de personalidades como a ministra francesa da Cultura, Fleur Pellerin. Atual diretor do semanário, o cartunista Riss, que foi gravemente ferido no atentado de janeiro de 2015, assinou um editorial que defende a laicidade e denuncia fanáticos de qualquer religião. “As convicções dos ateus e dos laicos podem mover mais montanhas do que a fé dos crentes”, escreveu em uma das frases. No dia 7 de janeiro de 2015, dois jihadistas tiraram de cena o humor do Charlie Hebdo para dar lugar à morte. Foi um ataque que chocou o mundo. “Vingamos o profeta” foi o que gritaram os dois terroristas, autores do atentado à redação do semanário. A publicação francesa coleciona polêmicas, tanto que, em 2006, chegou a ser alvo de um processo judicial sem sucesso por entidades islâmicas. O motivo seriam as charges do Jyllands-Posten sobre Maomé. A capa de uma edição de 2011 mostrava uma caricatura do profeta islâmico Maomé. O escritório do jornal foi alvo de uma explosão causada por bomba e seu site foi hackeado. Número especial da publicação francesa, criada para lembrar o aniversário de um ano do ataque em 7 de janeiro de 2015 ataque à publicação matou 12 pessoas, entre elas os cartunistas charb, honoré, cabu, wolinski e tignous Em 2012, o jornal publicou uma série de caricaturas de Maomé, incluindo algumas de nudez, que veio dias depois de uma série de ataques contra as embaixadas dos Estados Unidos no Oriente Médio. No dia do ataque, a capa do semanário francês mostrava uma caricatura do escritor francês Michel Houellebecq, cujo mais recente livro, Soumission, é um romance que retrata a França em 2022, quando um homem muçulmano é eleito presidente do país. Um dos desenhos de Charb, cartunista que foi morto no massacre, na mesma edição, era intitulado Ainda nenhum ataque terrorista na França e mostrava um jihadista armado dizendo “Espere... podemos enviar os nossos melhores desejos para o Ano Novo até o fim do mês de janeiro”. Outra caricatura de Honoré foi publicada no Facebook poucos minutos antes do ataque com o texto: “Desejos do Ano Novo: Al-Baghdadi também. E sobretudo a saúde”. 30 11 de janeiro de 2016 - jornal propmark

we mkt Matteus de Faria Vilas Boas Quem tem chief é índio “Quando a obra de um grande e verdadeiro líder é dada por concluída seus comandados dizem 'Fomos nós que a fizemos” Do lado de lá da ponte não existirão mais chefes. Líderes sim, chefes, jamais. Nas novas empresas do Admirável Mundo Novo, Plano, Líquido e Colaborativo, todos juntos em um mesmo plano comandados e mobilizados por uma liderança inspiradora à semelhança do que disse, certa vez, Franklin Roosevelt, “O líder trabalha a descoberto, o chefe trabalha encapotado. O líder lidera, o chefe guia”. Ou Margaret Thatcher: “Um líder é alguém que sabe o que quer alcançar e consegue comunicá-lo”. Ou como dizemos permanentemente a todos os clientes e habitantes do Madia Mundo Marketing: “O líder é aquele que sempre privatiza os fracassos e socializa as conquistas”. E, acima de tudo, “de forma certa ou errada, com brilho ou sem brilho, consegue se comunicar”. Você chefia ou lidera? Lao Tsé cuida dos preconceitos e discriminações”, o “Chief Inspiration – o que inspira e estimula a criatividade nos funcionários”, ou o “Chief Possibilities – o que passa o tempo identificando oportunidades e novas áreas de atuação para a empresa”, o “Chief Magic – o que, além de identificar oportunidades, detecta tendências”, e o “Chief Enthusiast – é uma espécie de upgrade ou versão turbinada do Chief Inspirtation”... Que Tédio! Enquanto escrevia este parágrafo bocejei dez vezes. Ideia! Sugiro o Chief Bocejo... As megacorporações viraram um deserto de inteligência, emoção e sensibilidade. Nesse ritmo, nenhuma sobreviverá. Todas virarão dinossauros ou estátuas de sal – para não usar novamente uma palavra feia – de tempos imemoriais e de tanta mediocridade. Mas de uns tempos para cá, numa espécie de despedida do mundo velho, vivemos uma epidemia de chiefs. São chiefs para todos os cantos e lados. Claro, além dos de cozinha, que continuam sendo fundamentais. Leio em Época Negócios pesquisa realizada pelo Linkedin entre seus milhões de linkedinners. Numa espécie de cena de horror do mundo velho, mas que ainda estão por aí barbaridades do tipo “Chief Evengelist – responsável pela evangelização dos clientes...”... opa! Pausa obrigatória para comentário. É bobagem a dar com pau. Quem tem a missão e o dever de conquistar clientes, conseguir a adesão dos mesmos à causa da empresa, e torná-los seus apóstolos e evangelizadores – preachers – é a própria empresa no conjunto de suas pessoas, produtos e serviços, estilo e personalidade. Não existe sedutor no mundo capaz de convencer que merda é ouro. Mas, tem mais, “Chief Diversity – o que Seguinte, galera. Esqueçam organograma. Que é vertical. Pensem em planograma, que é horizontal, e muito utilizado pela turma do trade marketing. Isso mesmo, a maneira como organizam e dispõem os produtos, horizontalmente, nas gôndolas do autosserviço. E o fato de existirem dois ou três níveis não significa hierarquia ou dependência, significa a disposição que melhor impacta nos resultados. Em tempo, na matéria, um pequeno e injustificável equívoco. Seus autores dizem, na abertura, que “O termo Chief Executive Officer - você conhece ou pelo menos já ouviu falar dele. É o famoso CEO, o presidente de uma empresa”. Não é! CEO é o que tem o comando executivo e operacional da empresa. Presidente preside, como diz a palavra, sem se envolver no dia a dia e na operação. Isso posto, um único chief e, quando verdadeiramente necessário, o CEO. E basta! Ah, e, claro, os dos melhores restaurantes das cidades, também. Francisco Alberto Madia de Souza é consultor de marketing famadia@madiamm.com.br jornal propmark - 11 de janeiro de 2016 31

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