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edição de 1º de fevereiro de 2016

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produtoras Fotos: Divulgação Frame do filme Caça ao Drugo, produzido pela Vetor Zero: ouro no Festival de Cannes do ano passado Mercado brasileiro de animação cresce com produção publicitária Veículos e agências estão usando cada vez mais o recurso como forma de comunicação e filme o Menino e o Mundo representa o país no Oscar Vinícius noVaes animação brasileira O Menino e o Mundo, do cineas- A ta Alê Abreu, será o representante brasileiro no Oscar deste ano. O filme, que vai concorrer na categoria Melhor Animação, narra as aventuras de uma menino que vive em uma cidade isolada e, num dia, resolve se lançar em uma jornada para encontrar o pai. O Menino e o Mundo já conquistou alguns prêmios pelo mundo. O longa venceu o Prêmio Cristal de Melhor Longa- -metragem no Festival Internacional de Cinema de Animação de Annecy, na França, além do Festival de Cinema de Anima- ção de Lisboa, em Portugal, entre outros. Mas, mesmo que no próximo dia 28 o Brasil não vença o Oscar – o que seria um fato inédito –, o país já vê um cenário diferente quando o assunto é animação. Este é um mercado que vem crescendo no Brasil. Tanto a publicidade quanto as emissoras de televisão estão apostando neste formato. O SBT é um exemplo. A emissora repetiu a dose da novela infantil Carrossel na versão animada. A Supertoons foi a produtora responsável pela produção dos 26 episódios da novela. Dario Bentancour Sena, diretor e sócio da produtora de animação, avalia o “Hoje os canais acreditam na produção nacional, que, por sua vez, agrada muito aos assinantes” mercado brasileiro. Para ele, a realidade é muito boa. “Hoje os canais acreditam na produção nacional, que, por sua vez, agrada muito aos assinantes. Tanto é que a série animada do Carrossel, totalmente desenvolvida aqui no estúdio, consegue ser a maior audiência de um canal aberto. Acho isso um feito sem precedentes, que pode sensibilizar os grandes players a adotar definitivamente a animação brasileira”, conta. O diretor da Supertoons vê o Brasil no topo do ranking da América Latina em animação. “Mas ainda longe dos Estados Unidos, Canadá, Ásia e Europa”, avisa. “Temos de ‘remar’ muito, embora já tenhamos al- 32 de fevereiro de 2016 - jornal propmark

cançado reconhecimento com os filmes Lutas e O Menino e o Mundo, em Annecy. E agora o filme do Alê Abreu conseguiu algo incrível, que é a indicação ao Oscar”, completa. A Supertoons existe desde 2008, depois que Dario e a mulher, Elizabeth Mendes, que também é sua sócia, tiveram uma passagem pela Maurício de Sousa. Atualmente, a produtora trabalha em vários projetos, como uma série para a OCA Animation e trabalhos para a Rinaldi Produções, detentora da marca Patati Patatá, além da série animada O Diário de Mika, que é veiculada nos canais da Disney. Gabriel Nobrega, sócio e diretor de animação da Vetor Zero, disse que o mercado brasileiro está em crescimento. Mas ele conta que ainda existe um problema: o câmbio. “Os profissionais trabalham no Brasil, ficam bons e vão para outros países, deixando-nos órfãos”, afirma. Para ele, a publicidade ainda é o caminho mais seguro, economicamente falando. “Esse mercado de série e filmes ainda está em desenvolvimento no Brasil. Se você pegar o mercado dos Estados Unidos, por exemplo, vai ver que a demanda é muito maior”, destaca. A Vetor Zero foi a responsável pela produção do premiado curta Caça ao Drugo, feito pela Comissão Global de Política sobre Drogas, com criação da AlmapBBDO. O filme conta a história de um dragão que é banido de um reino. As pessoas que costumavam se relacionar com ele passam a ser criminalizadas e detidas. A ideia do filme foi utilizar uma metáfora que teve como objetivo quebrar o tabu sobre o tema. O diretor da Supertoons acredita que a animação pode, sim, colaborar com a publicidade. “Nas décadas de 1980, 1990 e 2000 só existia a animação na publicidade, com exceção do pioneirismo do Maurício (de Sousa) ao fazer filmes. Acho que a publicidade é um excelente mercado, mas ainda pequeno se comparado com a força das séries”, diz Dario Bentancour Sena. A Supertoons também chegou a fazer trabalhos para a publicidade. “Fizemos alguns para a Turma da Mônica, como aquele do Posto Ipiranga, com o Cebolinha; os da Ambev, com a Mônica Jovem e a Tina; e alguns do Procon de Campinas. Até então publicidade não foi nosso foco, mas está nos nossos planos oferecer os serviços de animação para o mercado publicitário”, avisa. Da mesma produtora da animação carrossel, a série o Diário de Mika, feita pela Supertoons, que é veiculada em canais da Disney Trecho da série produzida pela Supertoons: emissoras de TV estão usando mais animação na programação Campanha feita pela Talent Marcel para o Posto Ipiranga: uso do personagem Cebolinha, criação de Maurício de Sousa puBLICIdadE José Carlos Lollo, diretor de arte da Talent Marcel, afirma que a animação contribui com a publicidade desde sempre. “Se quadrinhos e animação não fossem tão parte da nossa cultura, não teríamos usado o Cebolinha num filme do Posto Ipiranga. Acredito que a animação tem um potencial maior e ainda inexplorado pela propaganda, que é o de conteúdo”, enfatiza. Lollo enalteceu o talento do artista brasileiro. “Nos últimos anos, apareceram muitos profissionais especializados na área que têm apresentado um trabalho cheio de qualidade e consistência. Talentos como o do pessoal do Show da Luna, do Tromba Trem e do Irmão do Jorel devem ser usados a favor da propaganda”, diz. Bruno Prosperi, diretor-executivo de criação da Almap- -BBDO, elogiou a técnica usada na criação de O Menino e o Mundo. “Penso que esse tipo de craft pode contribuir, sim, e muito, para o nosso mercado. Ilustrações/animações sempre transmitem muita emoção, até porque permitem tudo”, conta. Como exemplo, ele citou o próprio Caça ao Drugo. “O fato de ser uma animação foi fundamental para dar um tom mais leve e lúdico a um tema que teria tudo para ser espinhoso. O trabalho nos deu muito orgulho e ganhou reconhecimento internacional, como o Leão de Ouro en Cannes 2015”, ele recorda. jornal propmark - de fevereiro de 2016 33

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