Views
4 months ago

edição de 1º de fevereiro de 2016

  • Text
  • Brasil
  • Propmark
  • Fevereiro
  • Campanha
  • Jornal
  • Paulo
  • Filme
  • Ainda
  • Mercado
  • Mundo

Marcas & Produtos Neusa

Marcas & Produtos Neusa Spaulucci nspaulucci@propmark.com.br RefRescante A Cacau Show deu início ao seu “Festival de Verão” e apresenta trufas e bombons com recheios que combinam com a estação. A garrafinha, por exemplo, traz um mix de trufas sabor abacaxi com hortelã, morango com limão, e graviola. Também há trufa no palito, em formato de picolé. aR fResco A Arno lançou a linha Silence Force, que promete ventiladores modernos e práticos que aliam máxima força do vento e mínimo ruído. Os consumidores agradecem, já que, em geral, os produtos dessa natureza são barulhentos, atrapalhando o sono nas noites mais quentes. Mais leves A linha de biscoito Triunfo ganhou uma versão para o verão. É a Cereal Mix, que, segundo a Arcor, dona da marca, tem baixos níveis de gordura saturada e colesterol. Há opções doces e salgadas, com diferentes combinações de cereais. Medalha A Kalvelage é uma marca brasileira de vodca que vem ganhando destaque. Ela foi recentemente premiada com a medalha de bronze no Hong Kong International Wine and Spirits Competition, que mantém a marca, dos irmãos Maurício e Marcos Kalvelage, no pódio dos concursos de bebidas mundiais. Em 2014 ela conquistou a prata. 26 de fevereiro de 2016 - jornal propmark

we mkt Marcelo Almeida Faz de conta... “Por aquela tão doce e tão breve ilusão/ Embora nunca mais depois que a vi desfeita/ Eu volte a ser quem fui/ Sem ironia aceita a minha gratidão”. Florbela Espanca Deus quer, o homem sonha, a obra nasce, nos ensinou Fernando Pessoa. Mas não custa nada perguntar para os russos, como certa feita Garrincha sugeriu a Feola. Não custa absolutamente nada, antes de se deixar mergulhar nos sonhos, e merecer o aplauso da mulher, filhos, família e vizinhos, se é verdadeiramente isso que os “russos”, as pessoas que supostamente comprarão aquele serviço, querem. Todos os dias em todo o mundo, em todas as cidades brasileiras, nascem negócios na base do entusiasmo, do voluntarismo e do wishful thinking. E dias, semanas, meses, no máximo um ou dois anos depois, encerram as suas atividades. Quase sempre o epitáfio é o mesmo: “aqui jazz um negócio que não foi compreendido pelo mercado”. Pode? Vou pegar apenas um exemplo a título exclusivamente de exemplo e com todo o carinho e respeito por seus protagonistas. Leio no DCI um novo negócio que nasce na cidade de Campinas. Levando em consideração, dentre outros dados, afirmações genéricas do Sebrae de que o mercado de estética masculina cresceu mais de 100%. Era tudo o que faltava para o delírio começar e a tragédia próxima ganhar corpo e vida: “Levantamento feito pelo Sebrae revelou que o mercado de estética masculina cresceu mais de 100% no Brasil desde 2013 e segue como uma tendência para os próximos anos, pois os cuidados com a aparência são, cada vez mais, prioridade também para os homens”. E assim nasceu um híbrido de infinitas coisas – inclusive barbearia – batizado de “Máfia da Navalha”. Explica um dos sócios, “Éramos clientes e percebemos que barbear é uma arte, pela história e cultura que representa, e queríamos investir num setor que mescla arte com bem-estar, estilo, cuidado pessoal e lazer”. E o que tem no espaço “multiplataforma”? O espaço contará, por exemplo, com um bar com dezenas de rótulos de cervejas e chopes especiais, cardápio diferenciado, mesa de sinuca e, é claro, seis cadeiras com alguns dos melhores barbeiros da região: “Trouxemos um dos barbeiros mais conceituados da região, o JB, que tem mais de 16 anos de experiência. E ele nos ajudou a captar outros profissionais talentosos de diferentes cidades”. E, arremata: “Viemos para mudar o mercado com qualidade!”. Infelizmente não vieram. Não vai acontecer absolutamente nada. Cortar o cabelo nesse espaço multiplataforma vai ser um porre. Tanta atração afugentará os verdadeiros clientes que sustentam essa atividade – os que vão cortar o cabelo mensalmente – e atrairá chatos e malas de todas as naturezas. Que empatam, falam alto, são invasivos, apoderam-se, espantam. Mas, independentemente de frequentadores indesejados, não era e não é bem isso que os “russos” continuam buscando numa barbearia. É o de sempre. Quando você oferece além do desejado, uma série de penduricalhos e inutilidades, a única coisa que ocorre, como certa vez disse Theodore Levitt, é que o enterro fica mais caro. Imagino que na inauguração o grupo de empresários tenha recebido amigos e parentes, abraços, beijos, tapas nas costas e ouvido: “na mosca, você vai ficar rico”, ou “parabéns, que ideia espetacular”. E foram dormir felizes e realizados. Pena que a aprovação não fosse dos “russos”, dos verdadeiros clientes. Os tais que mantêm os negócios, todos, em pé. Francisco Alberto Madia de Souza é consultor de marketing famadia@madiamm.com.br jornal propmark - de fevereiro de 2016 27

PROPMARK

PROPMARK

Receba nossa newsletter

CADASTRAR

© Copyright 2000-2017 propmark o jornal do mercado da comunicação. Todos os direitos reservados.