Views
4 months ago

edição de 1º de fevereiro de 2016

  • Text
  • Brasil
  • Propmark
  • Fevereiro
  • Campanha
  • Jornal
  • Paulo
  • Filme
  • Ainda
  • Mercado
  • Mundo

mídia Divulgação

mídia Divulgação Super Bowl repete fórmula e números extraordinários Este ano mais um recorde na final do jogo no próximo dia 7, na Califórnia; a CBS pediu US$ 5 milhões pelo espaço de 30 segundos no break Claudia Penteado Chega à histórica marca de 50 anos o maior evento esportivo e televisivo dos Estados Unidos: o Super Bowl, da NFL, que cresce ano a ano como se crise alguma fosse capaz de atingi-lo. O Super Bowl reforça a hegemonia da “Live Television”, e o segundo mais caro do mundo – cerca de US$ 5 milhões por 30 segundos de seu break comercial – continua atraindo anunciantes em busca dos extraordinários números de audiência. Ao longo dos últimos 50 anos, estima-se que tenham sido investidos em publicidade no evento mais de US$ 4,5 bilhões. Este ano a grande final será realizada em pleno domingo de Carnaval para os brasileiros, dia 7 de fevereiro, no Levi’s Stadium, em Santa Clara, na Califórnia, disputada entre os timaços Denver Broncos e Carolina Panthers. A grande atração do intervalo é a banda Coldplay, com participações dos superastros Beyoncé e Bruno Mars. Nas últimas cinco edições, o preço do espaço comercial cresceu cerca de 11% ao ano. Em geral a rede CBS anuncia em torno de novembro do ano anterior ao jogo que os espaços se esgotaram, mas há sempre chance para os retardatários que chegam duas semanas antes da transmissão. “Os Estados Unidos são o país que melhor organiza eventos esportivos em nível mundial, e o Super Bowl é a obra-prima dos americanos. Os organizadores vêm utilizando com muito sucesso as novas mídias também. O grand finale é o dia do evento, mas até lá são realizados inúmeros eventos e promoções para oferecer aos fãs a melhor ‘experience’ pos- sível”, diz Fábio Wolff, sócio- -diretor da Wolff Sports & Marketing. No ano passado, o Super Bowl teve audiência recorde de mais de 114 milhões de espectadores. A festa é tanto do esporte quanto da propaganda, pois, segundo pesquisas, mais da metade dos espectadores assistem aos seus breaks comerciais, algo quase irresistível para grandes anunciantes: uma plateia atenta, interessada e superconectada nas redes sociais, comentando lance a lance. Mais de 30 marcas entram nessa grande odisseia criativa, muitas vistas todos os anos – como Doritos, Pepsi-Cola, Coca-Cola, Honda, Toyota –, outras estreantes, como Apartments.com, PayPal e SoFi. Algumas retornam depois de longo tempo, como Mtn Dew (PepsiCo), ausente desde 2000. domingão No Brasil, mais uma vez, a ESPN transmite a edição histórica da final em pleno domingo de Carnaval. A Africa assina a campanha que divulga a transmissão, inevitavelmente relacionando-o ao Carnaval. O canal transmite o evento da NFL há mais de 20 anos. Um dos destaques da campanha é a marchinha de autoria dos #Marcheiros, que destaca a 50ª edição do evento de maneira descontraída, relacionando a temática do futebol americano com a nossa festa popular. Além de brincar com o jogador brasileiro Cairo Santos, que disputou os playoffs da NFL pelo Kansas City Chiefs, a composição traz em sua letra o jargão “Fumble é vida”, do narrador Everaldo Marques, e “Isso é o caos”, outro bordão que é utilizado nas transmissões da ESPN e foi consagrado 10 de fevereiro de 2016 - jornal propmark

US$ 377 milhões é o valor dos investimentos nos breaks da CBS este ano US$ 4,8 milhões é o preço médio do break de 30 segundos este ano US$ 1 milhão era o preço médio do break de 30 segundos nos anos 1990 120 vezes foi o aumento do preço por segundo da veiculação de um comercial entre 1967 e 2010 US$ 4,5 bilhões é o investimento em publicidade no Super Bowl nos últimos 50 anos Fonte: Ad Age Datacenter pelo locutor Rômulo Mendonça. Para promover a marchinha, os narradores da ESPN produziram um clipe, para ser exibido nas redes sociais e também na programação dos canais ESPN. A campanha tem ainda um samba-enredo, que é uma versão estendida da marchinha, além de peças para mobiliário urbano, busdoor, anúncios para digital, cinema, TV por assinatura e também divulgação nas redes sociais. O Super Bowl 50 será transmitido no dia 7, às 21h, exclusivamente na ESPN, com a dupla Everaldo Marques e Paulo Antunes, ao vivo do estádio. O evento ainda será transmitido em mais de 50 salas de cinemas pelo Brasil, em ação da ESPN em parceria com a Cinelive. A lista de cinemas participantes pode ser consultada pelo site www. cinelive.com.br. Em 2015, o Super Bowl atraiu mais de 500 mil pessoas durante a transmissão da partida na ESPN, número que representou mais de 80% de crescimento de audiência em comparação com o Super Bowl em 2014. Nos cinemas, mais de 8.500 entradas foram vendidas. aS marcaS e aS eStratégiaS A Amazon decidiu divulgar seu assistente virtual controlado por voz, o Echo. Em 27 de janeiro soltou um teaser de 15 segundos com o ator Alec Baldwin e o ex-jogador Dan Marino, que se organizam para ir a uma festa do Super Bowl com a ajuda de Alexa, apelido dado à assistente virtual da Amazon. A empresa está usando a hashtag #BaldwinBowl para promover seu comercial, cuja secundagem e autoria não foram reveladas. Já a Anheuser-Busch InBev terá dois comerciais (um de 30 segundos e outro de 60 segundos) para Budweiser, com criação da Anomaly; um comercial de 60 segundos de Bud Light, assinado pela Wieden+Kennedy; um filme de 30 segundos para Michelob Ultra (marca que estava ausente do game desde 2000 e trabalha com a FCB Chicago) e um de 30 segundos para Shock Top Wheat, que faz sua estreia no break do Super Bowl, cuja autoria será da Anomaly Toronto (Canadá). O filme de Bud Light, segundo o anunciante adiantou em um teaser no ar desde o último dia 22, chama-se Bud Light Party, tem cunho político e cômico, em harmonia com a época de eleições, e é estrelado por Amy Schumer e Seth Rogen. No filme oficial veiculado no jogo, mais um ator estará em cena: Michael Pena. A intenção é reverter a radical queda nas vendas do produto, mis- são que foi entregue há cerca de um ano para a Wieden+Kennedy New York. E a Colgate comprou um espaço de 30 segundos e pretende veicular um filme dedicado à economia de água, uma adaptação de Save Water, originalmente criado pela Y&R Peru e veiculado na América Latina, que pedia às pessoas que desliguem a água enquanto escovam os seus dentes. Este será o último ano em que Doritos, da Frito-Lay (PepsiCo), que tem uma longa história com o Super Bowl, fará seu concurso Crash the Super Bowl. Há dez anos a marca convida pessoas comuns a criarem comerciais e veicula os dois melhores no break da grande final. Este ano, no entanto, o derradeiro, veiculará um ganhador apenas. A agência responsável pela estratégia é a Goodby Silverstein & Partners. jornal propmark - de fevereiro de 2016 11

PROPMARK

PROPMARK

Receba nossa newsletter

CADASTRAR

© Copyright 2000-2017 propmark o jornal do mercado da comunicação. Todos os direitos reservados.